Autor da terceirização sai em defesa da SP
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quinta-feira, 12 de março de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Na Câmara, o filão da merenda escolar foi novamente explorado por vereadores de oposição e da base aliada que defendem o rompimento do contrato. Desta vez, porém, lançaram mão de vídeos com denúncias publicadas pela imprensa nacional e local, referentes à SP Alimentação, como o caso da falta de hortifrutigranjeiros em escolas municipais, más condições de acondicionamento dos alimentos nas escolas e investigações contra a empresa em cidades do interior paulista. O vídeos foram apresentados no telão do plenário pelos vereadores Rony Alves (PTB), líder do Executivo na Casa, e Joel Garcia (PDT). Nesse momento, o vereador Jacks Dias (PT), ex-secretário de Gestão Pública quando da assinatura do contrato com a SP, em 2007, deixou o plenário.
Ontem, eram esperadas na Casa as presenças de nomes do Executivo em plenário para tratar da investigação da merenda. Em ofício à Presidência, porém, o secretário de Gestão e procurador-geral do Município, Nilso Paulo da Silva, alegou que o grupo trabalharia ontem, no horário do convite feito por três vereadores, no relatório da comissão que aponta as sanções à SP.
Jacks saiu em defesa da empresa e negou que a saída do plenário durante a exibição dos vídeos tivesse sido causada por algum tipo de incômodo. ''Recebi um telefonema sobre um compromisso do PT estadual'', justificou. Sobre as críticas aos serviços da merenda mais persistentes desde fevereiro, respondeu: ''Ano passado fizemos uma pesquisa na escolas e 95% dos diretores, alunos e professores elogiaram o produto fornecido. Hoje, mesmo, consultamos, eu e Eloir (Valença, também do PT), 13 escolas da rede municipal, e nenhuma relatou problemas. Acho que se aconteceu em um caso (referência à Escola Municipal Eugênio Brunim, onde parte das maçãs entregue esta semana estava estragada), não significa que aconteceu nos mais de 100 locais servidos''. Se considera o serviço da SP de boa qualidade? ''Ela presta um bom serviço dentro das condições colocadas.''
Presente à Câmara, a presidente do Conselho de Alimetação Escolar (CAE), Andreliane Godoy, rebateu o vereador. ''Só entre os dias 4 e 6 deste mês, 36 unidades escolares mandaram circular interna reclamando da merenda. A questão é que o contrato foi feito para beneficiar a empresa, tamanhas as dificuldades criadas para penalizá-la'', criticou.


