Autor da mudança afirma que pedido veio do Executivo
O ex-vereador Professor Bordin (PDT), vice-presidente da Câmara Municipal em 2002, autor do substitutivo que transformou um projeto sobre agrotóxicos na lei que legalizou alvarás de hotéis e motéis, disse que se tratou de um pedido do Executivo. No final da tarde, Bordin encaminhou à FOLHA cópia de carta protocolada no Ministério Público em que diz que não é de seu conhecimento se ''alguém auferiu vantagens indevidas com a aprovação'' da lei e se coloca à disposição para prestar depoimento. O deputado federal e pré-candidato à Prefeitura, André Vargas (PT) disse à FOLHA que Bordin ''ou está mal informado ou quer fazer política, já que agora está filiado no PDT - partido do pré-candidato à Prefeitura Barbosa Neto''. Barbosa Neto afirmou que desconhecia a lei até ler reportagem da FOLHA no último sábado e que não conversou com Bordin sobre o assunto. Leia a seguir, trechos das declarações de Bordin:
FOLHA: De quem partiu o pedido?
A pedido do Executivo. Quem pediu isso foi o André Vargas, que era líder do prefeito e não podia colocar o nome porque era candidato naquele ano. Eu até perguntei: por que tem que ser um projeto antigo? E me disseram que tinha que mexer com o Código de Posturas e se fosse fazer um projeto novo ia demorar porque teria que passar por várias comissões - e esse projeto já tinha passado pelas comissões. Agora, pelo que lembro, o projeto não tinha nada demais e passou na sessão rapidinho.
FOLHA: Por que havia tanta urgência?
Porque muitos hotéis e motéis estavam sem liberações na Prefeitura. Inclusive não tinham nem funcionários (registrados) porque não tinham alvará de funcionamento. Então falei, se é para manter emprego, vou assinar.
FOLHA: Você acha correto usar um projeto de agrotóxicos para legalizar hotéis e motéis?
Não foi a primeira vez que esse tipo de procedimento veio do Executivo. Se foi pedido pela prefeitura, deve ter sido revisado pela secretaria de Obras. (F.C.)





