''Se re-autarquizar como forma de isentar a Celular de impostos, por exemplo, todas as outras empresas pleiteariam o mesmo benefício. Acho remota a possibilidade.'' A resposta é do vice-presidente da Sercomtel, Oscar Bordin, à suposta chance de redução de custos aventada pelo grupo de estudos da Câmara. O presidente da telefônica, Gabriel Ribeiro de Campos, não atendeu os telefonemas da reportagem e, desde que que a Câmara retomou o debate pela privatização, não vem se manifestando sobre o assunto .
Na avaliação de Bordin, deixar a condição de sociedade anônima a fim de recuperar o equilíbrio econômico e financeiro não seriam solução - ainda que, admite, só de ICMS ao Estado e ISSQN, ao Município, sejam cerca de R$ 60 milhões dispendidos anualmente. ''Autarquização não soluciona o problema, e, sim, um conjunto de ações'', resumiu.
Em relação à situação dos funcionários da Celular, Bordin reconheceu que o assunto vem sendo estudado pela diretoria. Mas sinalizou: o entendimento predominante é de que ''as empresas são independentes, sem qualquer vínculo empregatício de uma para com a outra''. ''Creio que não teria qualquer sentido incorporar esses funcionários; sequer parte (concursada) deles. Aí vende a Celular, a Fixa os incorpora e depois quebra também? Se vai vender, é com ônus e bônus'', concluiu. (J.G.)

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