Ausência dos parlamentes no mês passado chegou a 38%
Curitiba - As eleições para o governo e Assembléia Legislativa de outubro tiveram impacto na atuação dos deputados estaduais no mês de novembro. Segundo dados coletados pela Folha em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a ausência dos parlamentares nas 15 sessões realizadas na Assembléia durante o período chegou a 38%.
Apenas quatro parlamentares compareceram a todas as sessões: Algaci Túlio (PSDB), Luiz Carlos Alborghetti (PTB), Neivo Beraldin (PDT) e Luciana Rafagnin (PT). Coincidentemente, os três deputados com maior número de ausências são políticos que não conseguiram sua reeleição em outubro: Tony Garcia (PPB - 14 ausências), Ricardo Chab (PMDB - 13 ausências) e Ricardo Maia (PSDB - 12 ausências).
Para Tony Garcia, a frequência no plenário não corresponde efetivamente a atividade do parlamentar. ''As verdadeiras discussões na Assembléia se dão no interior das comissões, quando o projeto já está sendo elaborado. Normalmente, a aprovação ou não do projeto em votação já foi exaustivamente discutida nos bastidores'', afirmou.
O pepebista acredita porém que o teor das votações de novembro também foi fraco. ''Há um consenso de que não se deveria votar projetos polêmicos nesse período de transição, para não prejudicar o próximo governo. Na verdade, desde julho, quando os deputados saíram em busca da reeleição, poucos temas relevantes foram discutidos na Assembléia'', completou Garcia.
O deputado Caíto Quintana (PMDB), que teve 11 ausências no período, concorda com Garcia. ''O ritmo está mais lento. Até mesmo os pronunciamentos na tribuna estão mais raros. Tem gente de situação tentando acostumar-se a ser oposição e vice-versa. E o trabalho da equipe de transição tem afastado um pouco alguns deputados das sessões. Eu mesmo não tenho participado tão ativamente das discussões em virtude disso'' afirmou Quintana. (R.S.)





