O promotor de Justiça de Santa Mariana, Odoné Serrano Júnior, requereu ao juiz Aldemar Sternadt que o presidente da Câmara, Irani Salomão (PMDB), assuma a prefeitura até o retorno do prefeito Arati Cafieiro (PMDB), que está em viagem. O caso poderia não ganhar as páginas de jornais, não fosse o motivo do pedido. A lei orgânica do município prevê que o prefeito pode se ausentar por até 15 dias da cidade, sem ter de pedir licença à Câmara, mas nesse caso deve assumir o vice-prefeito. Se este estiver ausente, assume o presidente da Câmara. ‘‘Sair da comarca é uma coisa. Outra é deixá-la sem ninguém que responda pelo Executivo, como foi o caso. A cidade não pode ficar acéfala’’, cobrou o promotor.
Odoné Serrano Júnior alega que o vice-prefeito também não estava na cidade e por isso requereu à Justiça a nomeação do presidente da Câmara. Esta semana ele recebeu uma denúncia anônima sobre uma gestante que teria perdido o bebê por falta de atendimento no hospital municipal, já que não havia médico de plantão. Ele determinou à Polícia Civil a instauração de inquérito policial para investir a denúncia de possível omissão de socorro.
O presidente da Câmara disse que esteve ontem de manhã na prefeitura e estava ‘‘tudo ok’’, mas ele não tomou posse. ‘‘Recebi uma interpelação judicial e respondi ao Judiciário que a lei orgânica dá autonomia ao prefeito se afastar por até 15 dias, independente de dar ou não informação à Câmara. Foi por esse motivo que eu não assumi. E além do mais, o prefeito só se afastou um dia da comarca’’. Salomão informou que o prefeito viajou a Curitiba a trabalho e seu retorno estava programado para ontem à tarde.

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