Aumento para secretários de Estado aguarda pauta
Curitiba A pauta de votações dos deputados traz temas delicados para os próximos meses. O plano de cargos e salários dos professores finalizado pelo governo do Estado depois de muita discussão e controvérsia com os professores da rede estadual , o aumento de salário para os secretários de Estado e os vetos do governador Roberto Requião (PMDB) ao Código de Organização e Divisão Judiciárias prometem esquentar o clima no plenário.
O plano dos professores envolve a maior categoria do Estado, e os deputados não têm interesse em criar obstáculos aos benefícios reivindicados pela categoria. Hoje de manhã, o governador, o secretário da Educação, Maurício Requião, deputados e professores participam de uma solenidade para marcar a entrega do plano à Assembléia. O evento será no Museu Oscar Niemeyer (MON), a duas quadras da Assembléia. O governo reservou R$ 23 milhões a mais por mês na folha de pagamento para conceder reajuste médio de 40% para a categoria.
Os vetos parciais do governador ao Código do Judiciário podem ser derrubados, dependendo da evolução das articulações com esse objetivo. A forma de preenchimento das serventias extrajuduciais (titulares de cartórios) é o ponto de discussão. O governador exige a realização de concurso público para o preenchimento das vagas, e vetou o dispositivo que deixava brechas para o preenchimento sem concurso.
Outro assunto polêmico é o aumento de salários para secretários de Estado, que ganham atualmente cerca de R$ 6 mil reais brutos (R$ 4,5 mil líquidos) e podem ter esse valor dobrado. O projeto leva a assinatura do líder da bancada do PMDB, Antonio Anibelli. Ele considera justo o aumento, alegando que, para a responsabilidade e a dedicação que o cargo exige, o valor pago hoje é baixo. O aumento para o primeiro escalão seria votado no final do ano passado, mas como não foi possível aprovar o plano de cargos e salários dos professores ainda não havia um consenso , os deputados recuaram para evitar desgaste.
Com a retomada dos trabalhos, deve ser acelerada a definição na liderança do governo. Como o atual líder, Angelo Vanhoni (PT), é pré-candidato a prefeito, ele deve afastar-se do cargo. O nome mais cotado nos bastidores, por enquanto, é o do petista Natálio Stica, vice-presidente da Casa. Caso Stica assuma o cargo, terá que abdicar da vice-presidência. O Regimento Interno da Casa não permite o acúmulo dessas funções.





