Aumento para policiais civis fica para 2003
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quarta-feira, 18 de setembro de 2002
Denise Angelo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Os policiais civis do Paraná receberam ontem uma notícia decepcionante. O aumento salarial prometido pelo governo do Estado só será pago a partir de janeiro de 2003. A Lei Complementar 96, que autorizou o aumento, foi publicada no Diário Oficial do dia 12 deste mês. Por isso, os policiais esperavam receber o próximo salário já com o incremento. Mas, por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da Lei Eleitoral, não será possível pagar este ano, embora o texto da lei cite que o benefício entra em vigor a partir da data de publicação.
O aumento, um ganho real de 41%, é mais um benefício dado pelo governador Jaime Lerner (PFL), mas que será pago pelo seu sucessor. Isso também aconteceu com o concurso dos professores, cuja contratação ficará para o futuro governador, e com o aumento dos policiais militares, que deverá ser pago em janeiro de 2003, 2004 e 2005.
Ontem, cerca de 15 representantes dos policiais participaram de uma reunião com o secretário estadual de Administração, Ricardo Smijtink. Foi ele quem deu a má notícia. Segundo o presidente da União da Polícia Civil, Wilson Villa, o aumento representará um impacto de R$ 1,8 milhão na folha de pagamento. O salário inicial de um investigador passará de R$ 720,00 para R$ 1,2 mil.
Como benefício conta a partir da data de publicação da lei, em janeiro eles devem receber, além do salário do mês com o aumento, a diferença que não foi paga em outubro, novembro e dezembro de 2002. Ou seja, para deixar o aumento dos policiais em dia, o próximo governador terá que pagar, em janeiro, R$ 7,2 milhões, além do salário normal.
Villa disse que a notícia ''foi uma paulada na cabeça dos policiais''. ''Nos prometeram uma coisa e agora dizem outra'', reclamou o presidente da Associação dos Papiloscopistas do Paraná, Jorge Luis de Lima,
Outra queixa de Lima é sobre a declaração do secretário de que iria para a imprensa informar sobre o motivo do aumento não entrar em vigor agora. ''O secretário disse que a população vai ficar contra nós e a favor do governo. Mas somos nós que garantimos a segurança da população e estamos cobrando uma promessa feita por eles (governo) e não cumprida.''


