Aumento de salários não resolve falta de pediatras
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Loriane Comeli <br>Reportagem Local 
O secretário de saúde em exercício, Márcio Nishida, disse ontem que o projeto 249/2011, que prevê a incorporação de gratificação de 25% aos salários do médicos do município de Londrina não deverá facilitar a contratação de pediatras. Desde 2004, com a última alteração do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), os médicos já recebiam adicional de 25%, que também será incorporado aos vencimentos, se o projeto for aprovado.
Segundo Nishida, há três faixas salarias para os médicos do município: os plantonistas, que cumprem 96 horas por mês (R$ 4.639,37); os que cumprem 20 horas semanais (R$ 2.713,85); e os sanitaristas, que também cumprem 20 horas, mas têm benefícios de carreira de Estado (R$ 2.849,16). Nestes valores, está incluída a gratificação de 25%. Se o projeto for aprovado, os valores passarão para R$ 5.567, R$ 3.256 e R$ 3.419, respectivamente.
''Com o projeto aprovado, eles continuarão recebendo os 25%, mas que será incorporado ao salário, e mais 25%. O que muda é que com a incorporação destes valores aos salários, os médicos receberão horas extras e benefícios, como auxílio alimentação e adicional de insalubridade, sobre toda a verba'', explicou Nishida. ''Até então, quem faz hora extra, recebe apenas sobre o valor inicial e, por isso, muitos médicos não querem fazer horas extras.'' Esse seria um dos motivos para falta de médicos nos postos de saúde e pronto-atendimentos.
O secretário explicou ainda que a falta de pediatras é um problema nacional, não influenciado pelos salários. ''Há poucos médicos com formação nesta especialidade e a maioria começa trabalhando em consultório particular.'' Já, quanto a clínicos gerais e médicos de outras especialidades, o salário do poder público não tem se mostrado um empecilho à contratação.


