Um grupo de empresários está providenciando dez mil cópias de reportagens publicadas nos jornais de ontem sobre o projeto aprovado pela Câmara de Maringá que cria a verba de R$ 3,5 mil para cada um dos 21 vereadores cobrir despesas de gabinete. A informação é de fontes da Folha, que disseram que os empresários estão indignados com a atitude dos vereadores. A verba para despesas de gabinete vem somar aos recursos disponíveis para vereadores – salário de R$ 3 mil e mais R$ 3 mil para pagamento de assessores.
O projeto foi votado em primeira discussão, em regime de urgência, no final da sessão de terça-feira – por volta das 22h40. Na sessão realizada ontem à tarde, o projeto foi aprovado por unanimidade em última votação. A sessão foi tranquila, sem manifestações ou protestos.
O projeto aprovado prevê que o uso do dinheiro será feito mediante apresentação de notas fiscais. As despesas podem incluir desde a compra de canetas esferográficas até o pagamento de contas telefônicas.
A redação do texto original recebeu uma modificação feita por Silvana Borges (PT). Trata-se de um dispositivo que vai obrigar os vereadores a publicarem as contas em um órgão oficial do município e pela Internet, no site da Câmara. O dispositivo, porém, não regula a questão da periodicidade.
Os vereadores refutam a afirmação de que o projeto é uma alternativa legal para o aumento da remuneração. Cada parlamentar recebia na legislatura passada R$ 4,3 mil, mas por causa do censo que contou menos de 300 mil habitantes, o valor foi reduzido.

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