Aumento da violência é alvo das eleições em Arapongas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
Após um forte crescimento populacional e econômico nos últimos anos - está próximo de atingir os 100 mil habitantes -, o município de Arapongas começa a viver alguns problemas típicos de cidades grandes: a violência urbana é o principal deles. Com 14 homicídios no primeiro semestre, o tema entrou definitivamente em debate durante as eleições. A instalação de câmeras de vigilância nas ruas e o aumento do contingente de policiais fazem parte das plataformas de governo dos dois candidatos à prefeitura: o atual prefeito Beto Pugliese, da coligação ''Arapongas, cidade de todos'' (PMDB/PRB/PR/PP/PTB/PSDB/PSC/PSB); e o empresário e ex-vereador Graça Júnior, da coligação ''Arapongas rumo à liberdade'' (PPS/PT/PDT/PMN/PRTB/PSDC/PSL/PTN/PHS/PTC/PRP).
O candidato à reeleição disse que sua meta é instalar até 78 câmeras no próximo mandato. Ainda este ano, ele promete a renovação da iluminação em 1.000 postes. ''Além disso, nós inauguramos a guarda municipal com 45 guardas'', disse.
Apesar dos dados, Pugliese é cauteloso ao avaliar o crescimento dos índices de violência. ''Os atentados contra a vida estão estagnados. E 85% dos furtos, brigas e até assassinatos são ligados ao tráfico de drogas.'' Ele coloca entre suas prioridades são educação, especialmente o ensino profissionalizante, e saúde.
Graça Júnior, disse que Arapongas perdeu muitos policiais militares, apesar da proximidade do prefeito com o governo do Estado. ''Nós já tivemos 130 PMs na cidade e hoje está um caos. Temos o maior índice de criminalidade do Norte do Estado'', afirmou. ''Nossa idéia é fazer um policiamento preventivo, a partir da implantação de 32 câmeras de vigilância e de um sistema informatizado de monitoramento.'' Ele também promete reverter a perda de indústrias para outras cidades.
Demanda
A eleição em Arapongas já tem dois ''lances'' judiciais à espera de julgamento. No início de julho, a coligação que apóia Beto Pugliese entrou com pedido de impugnação de Graça Júnior alegando descumprimento da lei eleitoral porque o candidato é proprietário de uma empresa construtora que teria prestado serviços ao poder público a menos de 120 dias da eleição. ''O contrato acaba hoje (ontem)'', alegou Pugliese.
Em resposta, Graça Junior ajuizou uma ação por falsidade ideológica contra o município indicando que teve uma assinatura falsificada nos documentos relativos às obras. O oposicionista disse que o contrato com a prefeitura - para construção de quatro prédios da Secretaria de Saúde - foram entregues em fevereiro. A impugnação deve ser julgada até a semana que vem e a ação relativa à assinatura está passando por perícia técnica.


