A decisão do governo de conceder um reajuste linear de 3,5% serviu apenas para deixar a categoria ainda mais indignada. O comando de greve confirmou o início da paralisação para hoje, por tempo indeterminado, em todo o País, e garante que o pacote anunciado pelo presidente apenas acirrou os ânimos dos servidores.

Cerca de 400 mil funcionários públicos devem paralisar suas atividades, reivindicando um reajuste de 75,48%, unindo-se aos servidores do INSS e das áreas técnica-administrativas das universidades, que já estão parados há mais tempo. Os auditores da Previdência e da Receita continuam fazendo assembléias para decidir se aderem ao movimento.

O coordenador de organização da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS), Vladimir Nepomuceno, ficou revoltado com o reajuste.

O presidente da Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes), Roberto Leher, disse que o reajuste anunciado apenas serve de combustível para o movimento grevista. ''Nós esperávamos que o governo concedesse um reajuste modesto, mas a previsão mais pessimista era de 15, 16%.''

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