Aumenta pressão para abertura de CPI de Palocci
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domingo, 05 de junho de 2011
<br> Agência Estado 
São Paulo - O PPS promete intensificar a busca por assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados com o objetivo de investigar a atuação de Antonio Palocci. Dois dias após a entrevista concedida pelo ministro-chefe da Casa Civil ao Jornal Nacional, o partido divulgou ontem uma nota em seu site na qual destacou que a ''falta de esclarecimentos'' de Palocci e novas denúncias feitas pela revista Veja ''dão novo fôlego à estratégia''.
''Vamos partir para o corpo-a-corpo, inclusive, com integrantes da base que também cobram explicações sobre o caso'', destacou o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno.
A pressão da oposição ao atual governo federal cresceu nas últimas semanas conforme surgiam informações a respeito do salto no patrimônio do ministro e de números referentes ao faturamento de sua empresa, a Projeto Consultoria Econômica e Financeira. Outra denúncia, de que Palocci aluga um apartamento em São Paulo cujos proprietários seriam ''laranjas'', complicou ainda mais a situação do ministro.
A proposta de CPI tem o apoio de outros partidos da oposição, como o PSDB e o DEM, além do PSOL.
Defesa
Os petistas da macrorregião do PT de Ribeirão Preto (SP) divulgaram nota de apoio a Antonio Palocci. Para os partidários, ''não existe nenhuma ilegalidade nos atos'' de Palocci quando ele era deputado federal e a desconfiança sobre o ministro seria fruto de uma ação da oposição para instaurar uma crise política no governo Dilma Rousseff. A nota foi proposta pelo presidente do PT do Estado de São Paulo, Edinho Silva, e aprovada por unanimidade durante reunião com representantes de 40 municípios da macrorregião de Ribeirão, berço político de Palocci. O comunicado manifesta ''total apoio'' ao ministro-chefe da Casa Civil.


