Em meio àquele que pode ser o maior escândalo de sua história - seis ações judiciais contra vereadores, em dois meses; dois vereadores presos e renunciantes ao cargo; cinco denunciados por concussão e formação de quadrilha, e mais uma série de investigações em curso na mesma direção -, a Câmara Municipal de Londrina foi palco ontem do ''aprendizado da boa política''. Não exatamente em ações práticas por meio de projetos ou decisões, por exemplo, mas na discussão teórica de partidos que se preparam para a próxima eleição. Foi esse o tema de um curso a pré-candidatos oferecido a postulantes a vagas na cidade e na região pela Executiva estadual do PPS, que prevê lançar, em todo o Paraná, cerca de 2,5 mil candidatos.
De acordo com o presidente estadual do partido, Rubens Bueno, o curso - que, mês que vem, será aplicado também a pré-candidatos às funções do Executivo - discute temas como linha ideológica do partido, relacionamento com poder local, aquecimento global, planejamento, marketing e legislação eleitoral e, por fim, fidelidade partidária. Bueno disse que ainda não definiu a situação dele em Curitiba, onde há um flerte do PPS com o PSDB do candidato à reeleição, Beto Richa. ''Pretendemos começar a ver isso a partir de 23 de abril, mas a disposição é pela candidatura própria'', resumiu.
Já o presidente do PPS em Londrina e pré-candidato à Prefeitura em outubro, vereador Tercílio Turini, aposta em uma eleição ''atípica'' este ano na cidade. ''Porque essa crise toda afeta a articulação política em torno da eleição majoritária; o processo ainda está lento'', comentou.

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