Auditoria só será feita depois de pedido formal
O Tribunal de Contas (TC) voltou a afirmar ontem que não pretende, pelo menos por enquanto, fazer uma auditoria nas contas da Prefeitura de Maringá, apesar de o Ministério Público ter constatado rombo de R$ 2,6 milhões nos cofres públicos. Por meio de sua assessoria de imprensa, o tribunal disse que a auditoria deve ser solicitada pela prefeitura, Câmara ou pelo próprio Ministério Público.
O TC disse que existe a possibilidade de realização de um levantamento in loco, com o deslocamento, para Maringá, de uma equipe de auditores. Mas até agora não houve solicitação, informou a assessoria.
Até agora, a Câmara de Vereadores de Maringá não iniciou qualquer investigação sobre o caso. Na semana passada, cogitou-se da abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar os desvios, mas nada foi confirmado até agora. A promotoria tem se manifestado que qualquer investigação complementar é bem-vinda porque a meta é que se esclareça o efetivo dano causado ao erário público, disse ontem o promotor José Aparecido da Cruz.
A prefeitura iniciou uma auditoria depois de ter recebido pedido de informações da Procuradoria da República em Maringá. A ordem para a investigação partiu do prefeito Jairo Gianoto (PSDB) que, na semana passada, autorizou a abertura das contas bancárias da prefeitura depois de um encontro com o promotor. A Polícia Civil também entrou no caso e deve convocar várias pessoas para prestar depoimento. A Polícia antecipou que tudo que interessar aos autos será apurado e deve considerar as investigações já efetuadas pelo Ministério Público nas esferas estadual e federal. (P.Z.)





