O maior volume da dívida de R$ 3,6 milhões, segundo a auditoria, refere-se a débitos pendentes com o INSS – cerca de
R$ 1,4 milhão
O município de Rio Bom (45 km ao sul de Apucarana) tem uma dívida vencida de R$ 3,7 milhões, para uma arrecadação mensal de apenas R$ 168 mil. Este número consta da auditoria realizada nas contas da gestão passada e divulgada ontem pelo prefeito Moisés de Andrade (PSDB). Ele deve encaminhar o relatório da auditoria para o Ministério Público (MP), Tribunal de Contas (TC) e ao Ministério Público Federal (MPF).
O maior volume da dívida de R$ 3,7 milhões, segundo a auditoria, refere-se a débitos pendentes com o INSS – cerca de R$ 1,4 milhão. Para obter certidão negativa de débito e poder viabilizar convênios e obras, o atual prefeito negociou o parcelamento da dívida em 20 anos.
A comissão da prefeitura apurou, entre outras irregularidades, que o ex-prefeito Mauro Lucas Clementino (PSC) descontou da folha de pagamento do funcionalismo, mas não depositou o dinheiro referente ao Fundo de Previdência dos Servidores Públicos Municipais ) R$ 437 mil (sem correção e juros). O ex-prefeito também deixou um saldo de R$ 836 mil em salários atrasados, que corresponde a 16 folhas de pagamento.
A auditoria constatou ainda que oito licitações vencidas por uma única empresa de Apucarana apresenta irregularidades, como superfaturamento, desvio de recursos e serviços inacabados. Um dos exemplos citados é uma área de lazer (lago municipal), na qual o ex-prefeito pagou R$ 200 mil para a construtora. A empresa, no entantou, deixou de executar vários serviços e de instalar equipamentos previstos no projeto. Só nesta obra estima-se que houve um desvio de R$ 150 mil.
Também foram relatadas fraudes em obras de galerias pluviais, readequação de estradas rurais, reforma do ginásio de esportes e aquisição de equipamentos hospitalares.

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