Auditoria na Sercomtel será apresentada em março
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Uma reunião entre diretores da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e da Sercomtel, marcada para o mês que vem, vai discutir os resultados da auditoria solicitada pela estatal na telefônica londrinense há um ano. A informação foi confirmada ontem pelo superintendente da coordenadoria de Gestão de Ativos em Sociedade da Copel em Curitiba, Sérgio Kramer.
A questão foi levantada em março de 2005 em uma declaração do governador Roberto Requião (PMDB), que se disse descontente com supostos ''problemas de gestão'' na parceria entre as duas empresas. Em seguida, o prefeito Nedson Micheleti (PT) descartou qualquer mudança nos setores administrativo e financeiro do grupo, cujo acionista majoritário é a Prefeitura de Londrina, com 55% do total. Os 45% de ações restantes são da Copel, resultado da transação efetivada em 1998 durante os governos de Jaime Lerner (PSB), no Estado, e Antonio Belinati (PP), no Executivo municipal.
Representantes dos dois parceiros chegaram a se reunir em março do ano passado, momento selado pela criação de uma nova diretoria, a de ''expansão de negócios'' entregue ao peemedebista Leonilso Jaqueta. A reunião definiu ainda a auditoria na Fixa, na Celular e nas coligadas em razão de um suposto baixo retorno financeiro obtido pela Copel ao longo dos anos da parceria.
Ontem, o superintendente evitou comentários que adiantassem o resultado da auditoria, uma vez que, salientou, ''ela ainda precisa ser submetida aos diretores''. De acordo com Kramer, a verificação dos números considerou aspectos técnicos e administrativos, bem como os relacionados à receita e à cartela de clientes da telefônica nos últimos anos.
''Uma parte da auditoria analisou os processos de controle interno da administração. A outra verificou desempenhos como os custos de fornecimento, as receitas, os índices, a lucratividade e os caixas ativo e passivo da empresa'', exemplificou Kramer. Ele não definiu quando será a reunião em Londrina, mas sinalizou que pode acontecer na segunda quinzena de março.
Questionado sobre sondagens da Prefeitura em relação ao desejo de vender a Celular já que Nedson quer a revogação do plebiscito que impediu a venda, em 2001 , Kramer disse que ''oficialmente, nada nos foi comunicado''. Entretanto, avisou: ''Estamos atentos às possibilidades do mercado. E se o (sócio) majoritário propõe algo, normalmente nós recebemos a idéia para estudá-la''.


