O auditor-chefe do Município de Londrina, Osvaldo de Lima, verificou irregularidades em uma licitação realizada na Autarquia dos Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf), realizada em janeiro de 99. O trabalho de auditoria vem sendo realizado em várias secretarias e autarquias municipais.
‘‘Essa licitação, no valor de aproximadamente R$ 8,5 mil, não cumpre as formalidades e ditames legais’’, afirmou Lima. ‘‘Existem indícios de falsificação de documentos e o serviço não foi prestado.’’
Segundo o auditor, que não quis revelar maiores detalhes sobre a investigação, a documentação deverá ser analisada por um perito. ‘‘Temos também algumas observações de ordem administrativa na Acesf que vamos pedir que sejam corrigidas’’, afirmou.
Lima acredita que a auditoria na Acesf poderá ser concluída no prazo de 30 dias. A Folha tentou entrar em contato com o então presidente da autarquia, Gustavo Santos, mas ele não foi localizado.
Atualmente, estão sendo auditadas as contas da Secretaria de Cultura, folha de pagamentos do município, Grêmio Recreativo e Literário Londrinense e Autarquia Municipal da Saúde (AMS).
Na próxima segunda-feira, o auditor deverá encaminhar ao Ministério Público (MP) o levantamento sobre irregularidades no processo licitatório feito pela Sercomtel em 1997, para a contratação de escritórios de advocacia. Os advogados ClSmerson ClSve e Marçal Justen Filho foram contratados por R$ 2 milhões para atuar no processo de venda das ações da Sercomtel para a Copel.
De acordo com Lima, a contratação dos advogados deveria ter sido feita através de concorrência pública. Ele argumentou que havia duas empresas e não apenas uma com notório saber. O ex-presidente da Sercomtel, Rubens Pavan se defende dizendo que os advogados foram contratados pela prefeitura e não pela Sercomtel. (C.O.)

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