Auditoria mostra que agências podem ter embolsado R$ 94 mi
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sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Lisandra Paraguassú<br>Agência Estado 
Brasília - As agências de publicidade são o próximo alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios. Uma auditoria nos contratos de publicidade do Banco do Brasil (BB), feito por técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) para a CPI, mostrou que as cinco agências que atenderam e atendem o banco desde março podem ter embolsado R$ 94 milhões nas chamadas bonificações de volume, bônus concedidos pelos fornecedores na execução de serviços. O relator da comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), agora ameaça quebrar o sigilo fiscal das agências.
Lowe, Grottera e DNA Propaganda, esta última do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, tinham contratos de março de 2000 até setembro de 2003. A DNA renovou e manteve o contrato até julho deste ano. Além dela, começaram a trabalhar em 2003 e continuam a Ogilvy e a D+.
A estimativa do TCU é que, no primeiro período, até setembro de 2003, a Lowe, a Grottera e a DNA embolsaram, juntas, R$ 50,5 milhões em bônus. No segundo período, desde setembro de 2003 até hoje, a estimativa é que a DNA, Ogilvy e D+ ficaram com R$ 43,7 milhões.
A conta é apenas uma estimativa porque o TCU não teve acesso a todos os documentos e notas fiscais repassadas pelas agências aos fornecedores. A cada recebimento do bônus, as agências dão nota fiscal, mas o TCU só obteve algumas que comprovam o pagamento. Como o bônus, normalmente, representa no mínimo 10% e no máximo 30% do valor do contrato, o tribunal fez uma estimativa que considera conservadora.


