Auditoria investiga licitações e terrenos
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
Além de suposta coação para que usuários da Acesf adquirissem serviços de tanatopraxia, a autarquia também tem sob investigação da Controladoria-Geral do Município despesa, receita, patrimônio, licitações, negociação de terrenos de jazigos e relação com fornecedores e mesmo com usuários. A informação foi divulgada ontem na Câmara de Vereadores pelo controlador da Prefeitura, Milson Antonio Ciríaco Dias, que por mais de uma hora respondeu dúvidas dos parlamentares sobre as investigações na Acesf.
Ao contrário do clamor que se percebia na Casa, o controlador evitou citar nomes e quantidade de servidores já aptos a serem indiciados em processo administrativo disciplinar. Dessa forma, negou o que o ex-superintendente da Acesf Osvaldo Moreira Neto dissera, anteontem à FOLHA, sobre supostos três já processados. ''Isto é a fala dele, não confirmo nada - mesmo porque, todos estão sendo investigados'', rebateu.
O controlador também negou acesso permanente da comissão de Trabalho e Defesa do Consumidor do Legislativo aos trabalhos da auditoria, como pedia o vereador Jamil Janene (PMDB), presidente do grupo. Pediu aos vereadores um ''voto de confiança'' e após a sabatina, em entrevista coletiva, admitiu: ''Os trabalhos podem ser atrapalhados se tivermos a participação de pessoas não técnicas. Isso demandaria mais tempo de serviço. Mas o que puder ser respondido, dentro das limitações da investigação, o será''.
A respeito de prazos para definição de nomes de servidores que estariam envolvidos em irregularidades, Dias garantiu: ''Tão logo tenhamos confirmadas as denúncias, surgirão os nomes, por ora é prematuro. Mas a sociedade pode saber que, dentro da nossa capacidade técnica, iremos atrás atrás não só da responsabilização funcional como também da responsabilização penal dos envolvidos, inclusive de quem não for servidor''. O controlador disse ter repassado à promotoria cópia de uma sindicância arquivada em 2004 pela Acesf contra denúncias semelhantes às atuais, referentes aos serviços de tanatopraxia.
Em plenário - a sabatina foi acompanhada de perto pelo secretário de Governo, Adalberto Silva -, o líder do Executivo na Casa, Gláudio Lima (PT), pediu ''cautela'' aos colegas e sugeriu que ''a imprensa pode ter atrapalhado um procedimento investigativo, inclusive''. ''Pelo contrário, foi com essa divulgação (dos supostos achaques no caso da tanatopraxia) que as pessoas (familiares) nos procuraram. Isso ajudou a Controladoria'', devolveu Dias.


