Auditoria divulga na segunda-feira análise da folha
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de novembro de 2001
Lino Ramos<br>De Londrina 
O auditor Osvaldo Alves de Lima pretende divulgar na segunda-feira o levantamento sobre as distorções na folha de pagamento da Prefeitura de Londrina. Lima disse ontem que o trabalho foi concluído, porém iria discutir com o prefeito Nedson Micheleti (PT) as irregularidades encontradas. Ele preferiu não antecipar o contéudo do relatório.
O excesso de atestados médicos é um dos pontos questionados no relatório. No início dos trabalhos, Lima afirmou que entre janeiro a outubro do ano passado as faltas ao serviço teriam causado um prejuízo de aproximadamente R$ 2,2 milhões ao município. Mas com o cruzamento de informações deste ano, o auditor estima que o prejuízo foi maior.
O pagamento de hora-extra aos servidores também foi analisado e a sugestão será a de limitar ao máximo o pagamento desse benefício proposta também defendida pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv). A preocupação é com o limite de 54% da receita líquida com pessoal, determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Segundo a auditoria da prefeitura, os custos com hora-extra chegou a somar de R$ 300 mil a R$ 390 mil em anos anteriores. Neste ano, esse custo caiu para R$ 170 mil em média. Levantamento parcial divulgado no primeiro semestre revelou que a Prefeitura possuía 160 mil horas-extras acumuladas, algo em torno de R$ 2 milhões. Pelo menos 60% desse total estariam prescritas.
Lima acrescentou que a auditoria vai sugerir ao prefeito medidas para reduzir o custo da folha de pagamento, hoje em torno de R$ 8 milhões. ''Apontamos algumas sugestões no sentido de otimizar a folha'', disse.


