Albari RosaSinais de riquezaMansão de Luiz Antonio de Lima, no Jardim Social, avaliada em R$ 350 mil, provoca suspeitas A auditoria do Banestado está investigando o patrimônio que os funcionários Luiz Antonio Eugênio de Lima e José Edson Carneiro de Souza conseguiram reunir nos últimos anos. Os dois foram afastados de suas funções dentro do banco sob suspeitas de envolvimento em irregularidades nas operações de compra e venda de debêntures da Banestado Leasing.
As primeiras investigações feitas pela auditoria apontam para sinais externos de riqueza incompatíveis com os salários de R$ 4 mil mensais. Há um ano e meio, Lima comprou uma mansão de aproximadamente 500 metros quadrados no Jardim Social, bairro nobre de Curitiba. Entre as benfeitorias da casa, avaliada em R$ 350 mil pelo preço médio de mercado, estão duas piscinas.
Ontem, apenas dois funcionários foram vistos na casa de Lima: um jardineiro e uma empregada doméstica. Segundo os empregados, a mulher de Lima, Ana Haupt, está viajando. Ela é uma das herdeiras do grupo João Haupt que tem livrarias e papelarias em Curitiba.
Na mesma época em que Lima mudou-se para a mansão no Jardim Social, José Edson de Souza comprou um apartamento de 172 metros quadrados na Água Verde. O imóvel está avaliado em R$ 110 mil e, segundo vizinhos, Souza troca de carro com frequência.
Lima e Souza continuam isolados. Ontem, a reportagem da Folha conseguiu manter contato com Souza através de seu telefone celular. ‘‘Não posso falar’’, disse o funcionário do Banestado. Ele negou ser o titular da conta P5-120-MPE, na agência do Citybank nos Estados Unidos, e disse que comprou o apartamento na Água Verde para se casar.
No conglomerado Banestado, Lima e Souza desfrutam de boa reputação profissional. Lima é engenheiro e foi um dos responsáveis pela organização da Banestado Leasing. Os dois têm fama de competentes. Mas antes do escândalo da CPI dos Títulos Públicos, já circulavam comentários no banco de que Lima e Souza recebiam ‘‘altas comissões’’ pelas operações da Leasing.
PassadoO empresário paranaense Mário Petreli Filho confirmou ontem que foi sócio de Fausto Solano Pereira em uma corretora com sede em Florianópolis, em Santa Catarina. ‘‘Sou proprietário da Boasafra Corretora de Mercadorias e Cereais, empresa fundada em 1982. Nos anos de 1992 a 94, o Solano participou dessa sociedade, mas afastou-se muito antes do início desse processo todo’’, afirmou.
Mário Petreli Filho disse que houve confusão nas ligações que ‘‘estão tentando fazer’’ de sua família com Solano Pereira e o esquema de emissão irregular de títulos públicos. ‘‘Meu pai, Mário Petrelli, trabalhou com o Jorge Bornhausen no governo Collor e não na gestão do Figueiredo e muito menos no Ministério da Educação. Além disso, eu e meu pai não participamos da sociedade da TV Independência no Paraná, que é do Leonardo Petreli’’, esclareceu.

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