Auditoria aponta que não houve erro em ficha cadastral
Ao contrário do que disse Osvaldo Magalhães, o cadastro da Rápido Laser foi elaborado pela Banestado Leasing sem qualquer equívoco. A auditoria revelou que endereço fornecido consta do contrato social da empresa sergipana arquivado na Junta Comercial do Paraná; e que somente depois do fim das auditorias é que a empresa transferiu o endereço de sua sede (para a Rua Isaías Miranda, 143, na Vila Hauer), e que em 1º de agosto de 1996 funcionava nesse local a Rodo Fácil (que em 97 passou a chamar-se Expresso Araçatuba).
O casal José Edinalvo e Morais de Rosa Maria de Andrade Morais que constava como sócios da Rápido Laser no contrato com a Leasing, é apontado nas ação civil pública e na ação penal ajuizadas respectivamente pela Promotoria de Defesa ao Patrimônio Público e pela Procuradoria da República como laranjas do empresário José Edivan Amorim, genro do ex-governador do Sergipe João Alves Filho (PFL). Edivan é dono da Amorim Sergipe Transportes e, João Alves, da Habitacional Construções.
Os dois também foram denunciados nas mesmas ações. Segundo a denúncia, as três empresas, com o aval de Osvaldo Magalhães, obtiveram empréstimos ilegais de R$ 28.886.457,00. Ainda estão sendo investigadas outras 30 empresas que, junto com as três empresas sergipanas, causaram um prejuízo já comprovado de de R$ 226 milhões à Leasing. O rombo provocado por operações irregulares na gestão de Magalhães, no período de 1995 a 1997, pode ultrapassar R$ 344 milhões segundo as investigações dos promotores públicos. (R.B.N.)





