Auditores teriam destruído provas
Assim que o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no mês de janeiro, na primeira fase da Operação Publicano, outros auditores teriam iniciado a destruição de documentos na 8ª Delegacia da Receita Estadual, em Londrina, que, supostamente, comprovariam o esquema de corrupção e sonegação fiscal. A afirmação foi feita por uma testemunha em depoimento prestado ao promotor de Justiça, Jorge Fernando Barreto da Costa, há 15 dias.
Segundo essa testemunha, que é funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços na Receita Estadual, os auditores Laércio Rossi, Antonio Carlos Lovato e José Luiz Favoretto teriam passado dois dias dando fim a arquivos no interior da delegacia. Os três foram presos alguns dias depois pelo Gaeco durante as investigações e denunciados criminalmente. "Após a prisão de Luiz Antonio, diversos auditores tentaram entrar no prédio durante a noite para destruir documentos", revelou a testemunha.
Ainda de acordo com o depoimento, o casal de auditores Márcio Albuquerque de Lima e Ana Paula Lima, seriam os líderes da organização criminosa denunciada pelo Ministério Público (MP) do Paraná. Empresários teriam levado diversas vezes "malas de dinheiro para Ana Paula e Márcio Lima", testemunhou. O casal também teria ordenado, quando Márcio estava como delegado, a retirada das câmeras de segurança da delegacia de Londrina.
A reportagem não conseguiu falar com os advogados dos auditores citados ontem.
(Edson Ferreira/Reportagem Local)





