Ontem, último dia de audiências da Publicano 1, dois auditores da Receita prestaram depoimento: Ricardo de Freitas e Íris Mendes da Silva, que, assim como outros 16 interrogados esta semana negaram todas as acusações. Disseram não saber da existência de organização criminosa e não confirmaram fatos a eles atribuídos.
Para Freitas, a denúncia se baseou "em fatos inexistentes". Quanto à acusação de um delator que diz ter pago propina diretamente ao auditor, ele afirma que o "empresário pode ter inventado a história para se proteger". "Eu sou inocente", disse. Ele também negou falsidade ideológica por supostamente ter participado da abertura de empresa de fachada para servir ao esquema criminoso.
Silva, acusado de três fatos, sendo dois de corrupção passiva, também considerou os fatos inverídicos e criticou o trabalho do Ministério Público. "Uma denúncia como essa deveria ser feita com mais atenção, com mais carinho." No caso dele, segundo a denúncia, a propina não teria sido entregue a ele, mas ao delator Luiz Antonio de Souza; no segundo caso, o empresário não teria aceitado pagar propina. Além deles, foram ouvidas ontem outras sete pessoas. (L.C.)

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