Ibiporã - Três auditores do Tribunal de Contas (TC) do Paraná fazem, desde segunda-feira, análise da contabilidade da Câmara de Vereadores de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) de 2005 até 2014. O pente-fino foi solicitado depois da descoberta de um esquema de desvios de dinheiro que seria praticado por dois servidores entre 2012 e 2014. Segundo a vereadora Mari de Sá (PMDB), apurações internas mostram que havia irregularidades pelo menos desde 2002.
No ano passado, quando Mari era presidente do Legislativo, veio à tona um esquema de atrasos e desvios de pagamentos de empréstimos consignados, Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e ao fundo previdenciário dos servidores municipais, o FAP. O caso levou à demissão do ex-diretor da Casa, Walter Santana da Silva, que tinha 27 anos de carreira, e à suspensão do contador Ênio Gomes de Toledo, contratado desde 2007, após Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Ambos também foram denunciados em ação proposta pelo Ministério Público, que determinou o afastamento do contador por tempo indeterminado e novo PAD, envolvendo anos anteriores.
No andamento do processo disciplinar já concluído, outras irregularidades foram levantadas. "Encontramos inconsistências desde 2002", informou Mari. O próprio TC definiu intervalo de dez anos para a auditoria, que vai abranger a gestão de cinco ex-presidentes da legislatura atual e duas anteriores. A peemedebista afirmou que o trabalho deles é dificultado pela ausência de documentos como extratos bancários e cópias de cheques emitidos para pagamento de empenhos.
Os auditores preferem não dar entrevista, segundo a assessoria da Câmara, e devem se manifestar apenas no relatório final sobre o processo. A visita deles está prevista no Plano Anual de Fiscalização (PAF) do TC para 2015, aprovado em março passado pelo Tribunal Pleno. Estão previstos 317 procedimentos de fiscalização nos poderes Executivo e Legislativo municipais e estadual, além de entidades que recebem verbas públicas.

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