Delegados, auditores e técnicos da Receita Estadual se reuniram anteontem em Maringá para discutir as estratégias contra o projeto de lei 337/98, que transforma cargos de carreira em cargos políticos. O projeto, aprovado pela Assembléia Legislativa, aguarda parecer do governador Jaime Lerner (PFL). Os funcionários da Receita e da Secretaria de Fazenda estão mobilizados pelo veto ao projeto, considerado inconstitucional e imoral pelos técnicos. ‘‘O projeto é perigoso porque não terá nem o controle do governo’’, diz o presidente do Conselho de Contribuintes da Fazenda, Ademar Huzioka.
Ele diz que a intenção do governo e principalmente dos políticos é de criar mais cargos. ‘‘Com a privatização do Banestado, Copel, Telepar e Sanepar, muitos cargos utilizados para favores políticos serão extintos, e querem transferir esse ônus para um setor estratégico’’, analisa. Os funcionários de carreira alegam ainda que com os cargos de delegado e inspetores regionais indicados pelos políticos, existe o risco de perseguição pessoal no tocante à fiscalização. ‘‘Não podemos admitir a manipulação política em um setor como o de fiscalização e arrecadação de tributos’’, resume Huzioka.

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