Auditor se entrega e divide sala com Favoreto
O auditor Orlando Coelho Aranda, réu no processo relativo à primeira fase da Operação Publicano, cuja liberdade provisória foi revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na semana passada, se entregou no início da tarde de ontem e foi detido na unidade um da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 1). O decreto de prisão havia sido expedido ainda na noite de sexta-feira pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, mas Aranda permaneceu foragido.
Após acordo com o Ministério Público (MP) e o com o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Katsujo Nakadomari, Aranda se entregou diretamente à PEL 1, acompanhado do advogado Walter Bittar. Lá, segundo o promotor Jorge Barreto, coordenador do Gaeco, foi encaminhado para a mesma sala onde está detido o auditor fiscal José Luiz Favoreto, pelo envolvimento na terceira fase da Publicano. Também está na mesma sala que era usada como sala de aula para os detentos o irmão de Favoreto, Antônio Pereira Júnior. Tanto Favoreto quanto Aranda também respondem processos por exploração sexual de adolescentes.
"Esta sala será usada caso outros auditores venham a ser presos por decisão do STJ", disse Barreto, referindo-se a Cláudio Tosatto e Iris Mendes da Silva, que também constavam da liminar que beneficiava Aranda e foi cassada. "Se outros habeas corpus forem revistos pelo STJ, os auditores também seriam levados a esta sala." A cela especial se deve ao fato de os investigados terem diploma de curso superior.
A 3ª Vara Criminal consultou o STJ porque os nomes de Tosatto e Silva não constavam expressamente da comunicação acerca da revogação da liminar e até ontem ainda não havia resposta da corte. Por isso, ainda não havia mandado de prisão contra ele. "Recebi a visita dos advogados desses dois auditores que disseram que eles se apresentarão imediatamente após se for expedido decreto de prisão contra eles", comentou o promotor.
O auditor Luiz Antonio de Souza, réu colaborador do MP que delatou os antigos colegas de trabalho, também está na PEL 1. Mas, segundo Barreto, Souza está em outra sala, próxima da enfermaria, teoricamente, sem qualquer contato com os demais. (L.C.)





