O auditor da prefeitura de Londrina, Osvaldo Alves de Lima, divulgou ontem o relatório sobre a folha de pagamento do município, onde sugere a revisão e extinção de diversos benefícios pagos aos servidores. Segundo a auditoria, a adequação na folha poderia gerar uma economia mensal de R$ 987 mil. Atualmente a prefeitura gasta 65% de sua receita corrente líquida com pessoal (11 mil servidores), num total de R$ 15,4 milhões. Mas será preciso reduzir esse índice para 54%, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). ''O município precisa de uma economia mensal em torno de R$ 1,3 milhão'', afirmou.
De acordo com o auditor, somente a extinção da Remuneração Adicional Variável (RAV), uma gratificação paga pelo recebimento de multas sobre tributo, poderia proporcionar uma economia anual de R$ 2,6 milhões. Osvaldo Lima também revelou que somente neste ano foram gastos R$ 1,4 milhão em horas-extras. Um funcionário - não identificado -teria recebido R$ 100 mil em horas-extras nos últimos três anos. As faltas ao trabalho, justificadas por atestados médicos, também geraram um prejuízo de R$ 2,6 milhões aos cofres públicos. Lima vai pedir a criação de sindicâncias e processos administrativos para apurar as irregularidades.
A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), disse que a entidade está disposta a negociar a redução de benefícios salariais, mas quer uma contrapartida com uma reforma administrativa e a redução de cargos comissionados. ''O sindicato não vai admitir que somente os servidores paguem pela redução de gastos'', alertou.
Na avaliação do Sindserv, a transformação da Autarquia do Municipal do Ambiente (AMA) e Fundação de Esportes em secretarias daria uma economia mensal de R$ 20 mil. Segundo a entidade, a CMTU tem hoje 31 cargos comissionados e também poderia se tornar uma secretaria.

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