Auditor diz que auditoria prévia é absurda
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quarta-feira, 03 de dezembro de 2003
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O auditor chefe da Prefeitura de Londrina, Osvaldo Lima, classificou ontem como ''absurda'' a proposta do relator da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Cultura, Renato Araújo (PP). Em entrevistas após protocolar o relatório final dos trabalhos na segunda-feira, Araújo sugeriu que a auditoria analise os projetos culturais antes da aprovação pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).
''Após aprovado, não cabe mais auditagem na forma de orientação, e sim de penalização. Que seja contratado um contador para subscrever estes projetos antes de serem aprovados, e que a auditoria faça auditagem informativa para que os projetos não sejam considerados irregulares no seu final'', afirmou o vereador na ocasião. Conforme Araújo, a sugestão de modificação na lei do Promic que não consta entre as sugestões relacionadas no final do relatório estaria implícita no corpo do documento. ''Consta no corpo do relatório que a auditoria terá que analisar antes os projetos. O que adianta falar que está incompleto e depois o projeto ser aprovado'', questionou.
''Ele (Araújo) está confundindo as coisas. O que a auditoria tem que fazer é verificar se as contas foram realizadas de acordo com o projeto. Não compete à auditoria aprovar projetos'', rebateu Lima. ''Como vou auditar antes de realizar a despesa? Isto é um absurdo'', concluiu. Lima ainda salientou que vários projetos citados como irregulares pelo relatório da comissão já haviam sido investigados e solicitadas providências pela auditoria.
A reportagem também tentou entrar em contato com o prefeito Nedson Micheleti (PT) para comentar sobre as sugestões apresentadas pela CEI, mas foi informada pela assessoria de imprensa que ele estava em Brasília. O relatório da CEI, que pede o encaminhamento para o Ministério Público, será votado amanhã na Câmara de Vereadores.


