O juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Juliano Nanuncio, expediu, na última sexta-feira o mandado de prisão contra o auditor Orlando Coelho Aranda cuja liminar que lhe garantia o direito de responder em liberdade o processo da Operação Publicano foi cassada pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na quinta-feira da semana passada. Porém, até o fechamento desta edição Aranda não havia sido localizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que evitou comentar sobre eventuais ações de captura.
A liminar cassada também atingia os auditores Cláudio Tosatto e Íris Mendes da Silva, cuja prisão, porém, não foi novamente decretada. O juiz explicou os nomes dos dois não constavam expressamente do telegrama encaminhado pelo STJ na sexta-feira. "Quero ter certeza de que a decisão envolve os dois", afirmou.
Os três auditores foram presos em março, em decorrência da primeira fase da Operação Publicano.
A liminar que libertou o trio foi proferida pelo ministro Sebastião Reis Júnior, o mesmo que concedeu habeas corpus (HC) a todos os auditores da Receita investigados pelo Gaeco de Londrina. Já a decisão que cassou a liminar proveio da 6ª Turma do STJ, que, por três votos a dois, acatou o entendimento do ministro Rogério Schietti Cruz, de que houve descumprimento à súmula 691 do Supremo Tribunal Federal (STF), já que Reis Júnior concedeu liminar em HC cujo mérito ainda não havia sido julgado pelo Tribunal de Justiça. (L.C.)

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