Curitiba – Começam nesta segunda-feira as audiências de instrução das testemunhas arroladas em duas das oito ações penais referentes à Operação Lava Jato, em trâmite na 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba. As oitivas serão realizadas na sede da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, no bairro Ahú.
Até aqui 45 pessoas já se tornaram réus da Lava Jato, que apura um megaesquema de lavagem de dinheiro de aproximadamente R$ 10 bilhões. Ainda seguem presos os doleiros Alberto Youssef, Carlos Habib Chater, Nelma Mitsue Kodama e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, além de outros nove acusados.
Neste primeiro dia serão ouvidos testemunhas e réus envolvidos na ação penal que apura crime financeiro (evasão de divisas, operação de instituição de câmbio sem autorização e falsa identidade em contrato de câmbio), formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Neste processo, além do doleiro Alberto Youssef também são citadas outras seis pessoas: Leonardo Meirelles, Leandro Meirelles, Pedro Argese Júnior, Esdra de Arantes Ferreira, Raphael Flores Rodriguez e Carlos Alberto Pereira da Costa. Conforme o Ministério Público Federal (MPF), os envolvidos são acusados de terem promovido a evasão fraudulenta de US$ 444,6 milhões (cerca de R$ 998 milhões) entre julho de 2011 e março de 2014.
Também serão ouvidos no dia os réus e testemunhas referentes à ação penal que trata dos crimes de associação para o tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro tendo como antecedentes crimes de tráfico internacional e evasão de divisas. O doleiro Youssef é novamente citado neste processo, que também transformou em réus Rene Luiz Pereira, André Catão de Miranda, Maria de Fátima Stocker, além do doleiro Carlos Habib Chater, e de Sleiman El Kobrossy, foragido da Justiça.

Abreu e Lima
As oitivas relacionadas às demais ações penais serão realizadas na próxima sexta-feira (11) e também no dia 22, na sede da Justiça Federal, na capital. No dia 11, por exemplo, estão agendadas as audiências referentes ao processo que investiga desvio de recursos públicos na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, prática de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

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