Curitiba - Os parlamentares da base aliada do governador Roberto Requião (PMDB) na Assembléia Legislativa resolveram recuar, ontem, para tentar aprovar o projeto de lei que prevê mudanças na Paraná Previdência - órgão responsável pela gestão das aposentadorias dos servidores públicos do Estado. O projeto de lei só será novamente discutido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) após a realização de uma audiência pública com a participação dos funcionários da Paraná Previdência. A idéia surgiu porque nem governistas, nem membros da base da Oposição, conseguiram encerrar a discussão em torno da constitucionalidade do projeto de lei.
Pela proposta, de autoria do líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), o Governo do Estado poderia escolher profissionais de fora do quadro de servidores públicos para atuar à frente de duas das quatro diretorias da Paraná Previdência - as diretorias das áreas administrativa e jurídica. Atualmente, o Executivo pode indicar para os dois cargos apenas pessoas que estejam filiadas à Paraná Previdência. Romanelli alega que, dentro do quadro de servidores públicos, não haveria um profissional especializado na área jurídica, por exemplo. O líder da Oposição, Valdir Rossoni (PSDB), argumenta que iniciativas que pretendem modificar a estrutura de um órgão ligado ao Estado só poderiam ser propostas pelo próprio Executivo. Parlamentares de Oposição também destacam que os servidores públicos não se sentiriam representados, caso as diretorias fossem ocupadas por profissionais de fora do quadro.
Rossoni, que foi escolhido para ser o relator da proposta na CCJ, deu parecer contrário ao projeto de lei. Na terça-feira, porém, os governistas conseguiram derrubar o parecer, mas a discussão sobre o assunto chegou a ponto do presidente da CCJ, Durval Amaral (DEM), ter que convocar uma nova reunião, extraordinária, para o dia seguinte. Ontem, Amaral já anunciou que, conforme prevê o regimento interno da Casa, deverá designar um novo relator para a proposta.

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