A Câmara de Londrina aprovou ontem a realização de uma audiência pública para discutir projeto de lei do Executivo que prevê a venda de quatro áreas nobres, localizadas na Zona Sul, pelo preço mínimo de R$ 25 milhões. O dinheiro seria utilizado para recape asfáltico. O projeto, que já havia sido rejeitado e arquivado pelos vereadores, foi reapresentado e retirado de pauta ontem.
O principal motivo de crítica à proposta foi justamente o preço mínimo dos imóveis, já que uma avaliação feita pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis (Sincil) apontou que as áreas valiam R$ 31 milhões e a Comissão Municipal de Avaliação estimou preço de apenas R$ 19 milhões. O projeto de lei prevê uma média aritmética entre as duas avaliações para fixar o preço mínimo.
O autor do pedido de audiência pública, vereador Joel Garcia (PP), demonstrou-se contrário à proposta. ''Acho totalmente descabido vender terrenos públicos para tapar buracos. É dilapidação do patrimônio público'', criticou. ''O buraco vai continuar. A manutenção tem que ser feita diuturnamente. Isso é falta de planejamento dentro do orçamento do município, ou seja, falta gerencimaneto.'' A audiência pública será no dia 5 de dezembro.

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