O governo do Estado anuncia hoje durante audiência pública o preço mínimo da Companhia Paranaense de Energia (Copel) para o leilão de privatização. A informação que circulava ontem dentro do governo, mas que não foi confirmada oficialmente, era de que o valor ficaria em torno de R$ 8,5 bilhões, mas chegou-se a especular até R$ 12 bilhões. A audiência pública servirá para definir critérios da privatização e colher sugestões para elaboração do edital de venda da empresa. A reunião ocorrerá entre 9 e 11 horas no auditório do antigo Conglomerado Banestado, no bairro de Santa Cândida.
A audiência pública é uma exigência legal nos processos de privatização. Estarão presentes o presidente da Copel e secretário da Fazenda, Ingo Hubert, o secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, e um representante de cada adviser (empresa de consultoria contratada para definir o preço e a forma como a estatal será vendida). Os advisers são a Booz Allen & Hamilton, que trabalhou na definição do preço, e o consórcio Diamante, que estudou o preço e fez a modelagem para a venda.
As entidades contrárias à privatização também estarão presentes. A intenção é questionar o governo.
Considerada como o melhor processo de privatização do ano no setor energético, a Copel tem chamado atenção de grupos estrangeiros interessados na compra. As gigantes Endesa (Espanha), Hydro Quebec (Canadá), Eletricité de France (EDF) e RWE (Alemanha) já agendaram visitas ao ‘‘data room’’ (sala de dados) da Copel. A Endesa foi a única, por enquanto, que teve acesso à documentação e chegou a fazer visitas às usinas hidrelétricas.
Segundo balanço financeiro relativo ao ano de 2000, o patrimônio líquido da Copel é de R$ 4,9 bilhões e o lucro foi de R$ 430 milhões. O governo do Estado é o controlador da Copel com 31% das ações com direito a voto.
O governo do Estado tem intenção de vender a Copel no final de outubro. A data será discutida hoje na audiência pública. Também serão apresentadas as diretrizes sobre a maneira como a Copel será vendida. Como quer e sugeriu o governo, os advisers vão propor a venda num bloco único, que reúne as empresas de geração, transmissão, distribuição e participações. A Copel Participações engloba a fatia que a Copel tem na Sanepar, na Sercomtel e no provedor de internet Onda.

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