A presidente da Comissão de Seguridade Social da Câmara Municipal, Lenir de Assis (PT), vai requerer uma audiência pública para pedir explicações à Secretaria Municipal de Saúde sobre os programas de atendimento à Saúde que podem não ter os contratos renovados. ''A secretaria (Saúde) não está conseguindo cumprir com o que havia anunciado quando foi decretado o estado de emergência, em junho deste ano'', declarou a vereadora.
''Nós estivemos, esse período, aguardando uma posição da Secretaria que, há meses fez a opção pela municipalidade de todos os serviços, abrindo o teste seletivo'', disse Lenir, acrescentando que o município havia dado a garantia de que todos os serviços estariam sendo retomados.''Nós sabemos que Sistema de Internação Domiciliar (SID) poderá ter problemas. Agora no início do mês de setembro encerram as parcerias que hoje ainda existem. Nós não temos a segurança de que o serviço vá contiuar'', declarou Lenir.
A vereadora sustenta que a própria secretaria admitiu que não houve preenchimento das vagas ofertadas pelo teste seletivo e que isso pode prejudicar a prestação integral do serviço. ''Não houve a inscrição de médicos suficientes para o SID mas, se não houve, deve ser povidenciado um plano B. A Câmara não tem como assinar os projetos e contratar médicos, isso quem tem que fazer é a prefeitura'', argumentou a vereadora. ''Nossa questão é pressão, bem como ajudar a articular a comunidade para que cobre e denuncie'', complementou.
O secretário interino de Saúde, Marcio Nishida, afirmou que o SID não vai deixar de ser prestado em Londrina. ''Não existe essa possibilidade. Não vai parar. O que foi admitido é que não houve o preenchimento de vagas, agora paralisar, jamais'' assegurou.
Nishida disse ainda que por conta da falta de profissionais o sistema deve ser compensado pelo regime de horas-extras por servidores que já prestam serviços ao município. ''Temos 440 funcionários contratados de forma direta e mais 2700 concursados para atender durante esse período'', afirmou. O secretário declarou que um novo concurso deve ser aberto para preencher as vagas remanescentes que atendem ao SID. ''Essa medida é paleativa até que façamos um novo concurso. O que deve ser feito logo após a homologação do resultado do teste seletivo''.

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