A promotora Leila Schimiti considerou que "de modo geral houve confirmação de todas as situações relevantes" pelo delator. Além de Marcelo Caramori, foram ouvidos ontem um policial do Gaeco, um empresário que se recusou a pagar propina e seu advogado, e o irmão de um contador que admitiu ter destruído informações relativas a empresas que sonegavam impostos e pagavam propinas. Outras cinco testemunhas foram dispensadas pelo MP e uma faltou. Será ouvida amanhã, último dia de audiência para testemunhas de acusação. Para hoje, foram convocados 11 pessoas, mas algumas devem ser dispensadas, adiantou a promotora.
Figuras apontadas pelo Ministério Público como cabeças do esquema de cobrança de propina e sonegação fiscal engendrado na Receita Estadual de Londrina acompanharam o terceiro dia de audiências da Operação Publicano 1.
O suposto líder da organização criminosa, Márcio de Albuquerque Lima, e sua mulher Ana Paula Pelizari Marques de Lima, ambos auditores da Receita de Londrina, ficaram a tarde toda no Fórum. Reclamaram de terem a imagem gravada pelos jornalistas que acompanhavam a audiência. "Ele disse que ia dar porrada", relataram uma repórter e um cinegrafista de duas emissoras de televisão, referindo-se a Lima.
Luiz Abi Antoun e um de seus filhos, ambos citados em depoimento por Marcelo Caramori, também estiveram no Fórum. O filho permaneceu na sala de audiência e acompanhou toda a fala do fotógrafo. Entre os auditores, estavam José Luiz Favoreto, Orlando Aranda, Jaime Nakano, Ademir de Andrade, Amadeu Serapião, Marco Antonio Bueno, Hélio Obara, Laércio Rossi, José Carlos Lovato e Milton Digiácomo. (L.C.)

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