O atual prefeito, Odécio Ferrarini (PTB), se diz um homem bastante religioso. Ele também reclama do clima de hostilidade no município. ‘‘Isso parece um pesadelo que não vai acabar nunca. A rivalidade só faz a gente perder, mas quem perde mais com o clima ruim é a população’’, reconhece. Ferrarini não deseja que ninguém passe pelo que ele passou. Ele se refere ao desgaste causado pela realização das novas eleições. ‘‘Perdi sete quilos’’, confidencia. ‘‘Foram trinta dias sem ânimo para comer e dormir’’.
Ele está dando expediente normal na prefeitura e confia que continuará no cargo. Ferrarini reconhece que a liminar suspende temporariamente a posse do novo prefeito, Antônio Kolachinski, mas diz acreditar que irá vencer no julgamento do mérito dos recursos impetrados por sua assessoria jurídica no Tribunal Regional Eleitoral e no Tribunal Superior Eleitoral. ‘‘Não dá para aceitar essa nova eleição’’, garante.
Outro inconformado com o novo pleito é o ex-prefeito Arquimedes Ziroldo (PDT), atual secretário de Finanças do município. ‘‘O clima de intranquilidade permanece’’, constata. Ele diz que Pitangueiras teve sérios prejuízos com as novas eleições. ‘‘É lamentável’’.
Ferrarini diz que depois que sair o julgamento do mérito da ação que ele move pedindo anulação das eleições, que ele aposta ter ganho de causa, vai cumprir a promessa que fez a Nossa Senhora Aparecida. Ferrarini pretende viajar até a cidade de Aparecida do Norte, interior de São Paulo, para oferecer seu diploma de prefeito à santa. ‘‘Acredito que vou cumprir. Eu confio Nela’’. (P.Z.)

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