Atrito com Pimentel tira Griebler da Copel
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terça-feira, 21 de setembro de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Conselho de Administração da Companhia Paranaense de Energia (Copel) afastou ontem Gilberto Griebler do cargo de diretor de Gestão Corporativa da estatal. A remoção se deu devido ao clima tenso existente entre Griebler e o presidente da companhia, ex-governador Paulo Pimentel. Apesar do afastamento, Griebler permanece à frente da Copel Participações, uma subsisdiária da Copel criada para gerenciar as parcerias da empresa com o setor privado.
Segundo fontes ligadas ao Conselho de Administração, a queda de braço entre Pimentel e Griebler ocorreu por conta de uma disputa interna por poder. Pimentel estaria ressentido com a postura de Griebler que estaria tentando tomar as decisões sem ouvi-lo. As tentativas de contornar o mal-estar entre os dois, autorizadas pelo governador Roberto Requião (PMDB), incluíram a nomeação do procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, para o Conselho de Administração para apaziguar os ânimos, mas a situação acabou ficando insustentável.
Foi feito um remanejamento entre os diretores da Copel para preencher a cadeira de Griebler. Ronald Thadeu Ravedutti deixou seu cargo de diretor de Finanças e de Relações com Investidores para assumir o cargo de diretor de Gestão Corporativa. Em seu lugar assumiu Rubens Ghilardi, acumulando a função temporariamente com o cargo de diretor de Distribuição.
Nos bastidores da Copel, especula-se que Griebler pode renunciar ao cargo de diretor superintendente da Copel Participações. Apesar da subsidiária ter papel relevante, representando a Copel em parcerias como a Dominó Holdings (que detém 40% das ações da Sanepar) e a Centrais Elétricas do Rio Jordão (Elejor), todas as decisões da Copel Participações são subordinadas aos diretores da própria Copel, o que esvazia as atribuições do diretor superintendente.
Na mesma reunião que destituiu Griebler foi aprovada também a liberação de mais uma parcela do empréstimo feito pela Copel para a Elejor para a construção de quatro usinas no interior do Estado. O controle acionário da Elejor atualmente está dividido entre as empresas Triunfo (30%), Paineiras (30%) e Copel Participações (40%), embora o governo estadual tenha conseguido autorização para adquirir as ações da Triunfo. A transferência do controle acionário, porém, depende ainda da publicação da ata do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que autorizou a compra.


