O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Luiz Alberto Kuster, negou ontem que a dívida com as empreiteiras seja de R$ 14 milhões e que os repasses estejam atrasados desde junho do ano passado. ‘‘Estamos com um atraso de apenas 18 dias e o montante não passa de R$ 6,5 milhões’’, esclareceu Kuster. Ele disse que o pagamento deverá ser feito até o final deste mês.
Kuster admitiu que o pagamento para as construtoras Serveng-Civilsam e CBPO, que fazem as pontes de Guaíra e Porto Camargo, está mais atrasado. A última fatura paga à CBPO foi em dezembro e a da Serveng foi em novembro. Ele alegou falta de recursos orçamentários para a falta de pagamento.
O diretor-geral do DER disse não entender o que levou os empreiteiros a reclamar de uma situação considerada ‘‘normal’’. ‘‘Só pode ser motivação política’’, acusou Kuster. Ele desafiou o presidente da Associação Paranaense dos Empresários de Obras Públicas, José Alberto Pereira Ribeiro, a trazer as faturas que comprovem a dívida de R$ 14 milhões. Kuster aconselhou ainda os empresários a visitarem o Estado de São Paulo para saber o que é dívida atrasada e não paga.
Ao contrário do DER, a Sanepar preferiu não se pronunciar sobre as dívidas com as empreiteiras. A assessoria do presidente Carlos Afonso Teixeira informou que a empresa iria esperar as acusações serem publicadas pela imprensa para depois se defender.
O chefe da Casa Civil, Giovani Gionédis, disse desconhecer a dívida do Estado para com as construtoras. ‘‘Se estiver atrasado deve ser um ou dois meses, não mais que isso’’, declarou Gionédis. Ele questionou ainda o volume de dinheiro devido, dizendo que o total deveria ser inferior aos valores divulgados pelas empreiteiras. (C.M.)

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