Atraso de salários pára obra de colégio estadual
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sexta-feira, 28 de julho de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A construção do Colégio Estadual Antonio dos Três Reis de Oliveira, em Apucarana (cidade-pólo/Centro-Norte), está paralisada. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Arapongas, em Apucarana, os quase 40 trabalhadores da obra cruzaram os braços ontem em protesto ao não pagamento de dois vales-compra e do adiantamento quinzenal referente ao salário de agosto, que deveria ter sido pago no dia 20.
Segundo o secretário geral do sindicato Ataide da Cruz Botelho, há dias a categoria vinha tentando negociar com a empresa responsável pela obra, a Pavibrás Pavimentação e Obras Ltda, com sede em Londrina. ''São dois vales-compra vencidos e tem mais um a vencer até o dia 5. Além disso, o acordo coletivo diz que tem que ter adiantamento quinzenal, que venceu dia 20 e não foi pago'', relatou Botelho. Cada trabalhador tem direito a um vale-compra de R$ 181 por mês. ''Existia a intenção de paralisar as atividades no começo da semana. Foi prometido que sairia o pagamento na quarta-feira. Não saiu. Eles (empresa) disseram que seria creditado na quinta-feira e estaria liberado na sexta-feira e isso não aconteceu'', contou.
De acordo com Botelho, não há previsão para o retorno ao trabalho. ''Estamos aguardando uma proposta da empresa para ser avaliada. O que a empresa está alegando são problemas financeiros'', disse.
O engenheiro do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom) em Apucarana, João Gilberto Santana, esclareceu que os repasses e a fiscalização da obra por parte do governo estão ''absolutamente em dia''. ''Em contato com a empresa, eles disseram que a situação seria regularizada segunda ou terça-feira. Ao Decom compete a fiscalização quanto a execução da obra e ao governo, o pagamento da obra, e está tudo absolutamente em dia. O Estado não interfere, é um problema administrativo da empresa'', esclareceu. Segundo Santana, caso haja atraso na execução da obra, o contrato prevê a possibilidade de multa à empresa prestadora do serviço.
As obras do colégio - que foram vistoriadas quinta-feira pelo governador Roberto Requião (PMDB) - custarão cerca de R$ 4,6 milhões. O colégio terá 5,4 mil metros quadrados de área construída, e atenderá aproximadamente 1,3 mil alunos em três períodos.
A reportagem tentou várias vezes entrar em contato com o gerente administrativo da Pavibrás, José Carlos Torrecilhas, mas ele não retornou as ligações.


