Apesar do volume de ações ajuizadas pelo Ministério Público (MP) são mais 40 desde o início das investigações sobre desvios dos cofres da Prefeitura de Londrina na gestão de Antonio Belinati muitas denúncias que geraram a abertura de inquéritos civis, podem acabar por não se tornarem ações por atos de improbidade administrativa. E não seria por falta de indícios e provas suficientes. É que, por lei, os crimes de improbidade administrativa, que além da devolução do dinheiro desviado, prevêem sanções como a perda do cargo público, proibição de contratação para o serviço público e suspensão dos direitos políticos, prescrevem em cinco anos, a contar do fim do mandato do denunciado. Como Belinati teve o mandato cassado em junho de 2000, as ações por improbidade poderiam ser ajuizadas até junho de 2005.
''Se não houver um mutirão ou uma força-tarefa para conseguir concluir as investigações mais importantes, as denúncias correm o risco de prescreverem'', afirmou a promotora de Defesa do Patrimônio Público, Leila Voltarelli. ''O problema é que nosso trabalho não é só o ajuizamento das ações, mas o acompanhamento das ações civis e penais, que demandam muito tempo'', justificou. No total, as ações citam mais de 170 pessoas físicas e jurídicas.
De acordo com a promotora, a procuradora-geral da Justiça do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, já sinalizou com a possibilidade de aumentar a equipe de promotores que investigam o caso. Atualmente, os trabalhos são conduzidos por Leila e pela promotora Solange Vicentin. A reportagem não conseguiu localizar ontem a procuradora.

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