Curitiba - Mais de 1,2 mil atos da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná teriam sido publicados com ''muito atraso'', segundo denúncia apresentada ontem pelo Ministério Público (MP) do Estado. O pior caso, relativo à questão do tempo entre a data do ato e da sua publicação, é o ato de enquadramento da servidora Doroti Wolkmer Linhares, que demorou 15 anos e dois meses para ser publicado no Diário Oficial. Na lista também há o caso do atraso na publicação do ato de nomeação de Maria Ricardina Ruppel Sotto Maior, que é irmã do atual chefe máximo do MP, o procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto. A publicação da nomeação de Maria Ricardina aconteceu 1 ano e dois meses depois da data que consta no ato de nomeação.
Nomeada para um cargo na presidência da AL, a irmã do chefe do MP, que também é irmã do ex-diretor legislativo Severo Sotto Maior, nunca teve sua situação funcional esclarecida. O caso foi levantado pela FOLHA DE LONDRINA em setembro de 2008. Naquele ano, avisado pela Reportagem que Maria Ricardina não estava na presidência da AL, Severo questionou se ela não estaria na Biblioteca. Ela não estava na Biblioteca, mas apareceu no dia seguinte para conversar com a Reportagem. Durante entrevista, ela admitiu que nunca trabalhou na presidência da Casa, mas não soube explicar porque estaria nomeada no gabinete de Nelson Justus, então presidente da AL. (C.S.)

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