ParisUm milhão e trezentas mil pessoas se manifestaram ontem em Paris e no resto da França contra a extrema direita, por ocasião do 1º de Maio, indicou o Ministério do Interior. O maior protesto aconteceu em Paris, onde cerca de 400.000 pessoas participaram, segundo o Ministério. Foi a manifestação mais importante da capital francesa desde 1984, quando milhares de pessoas saíram às ruas em defesa da escola privada.
No final da tarde, não havia sido registrado nenhum incidente em todo o país.
Na capitalA quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais entre Le Pen e o atual presidente, Jacques Chirac, o desfile sindical do Primeiro de Maio em Paris se transformou em uma ‘‘manifestação nacional’’ em defesa da República.
Convocada ou apoiada por dezenas de associações, a maioria dos sindicatos e partidos da esquerda democrática, a manifestação começou na Praça da República e terminará na Praça da Nação.
Diferentemente de outros desfiles do Dia do Trabalho, ontem havia poucas reivindicações sindicais nos cartazes dos participantes. Eram sobretudo mensagens contra o líder da ultradireitista Frente Nacional.
Em ToulouseMais de 45.000 manifestantes, segundo a polícia, e cerca de 80.000, de acordo com os organizadores, e manifestaram ontem nas ruas de Toulouse (sudoeste), respondendo ao chamado de organizações sindicais e organizações contra a extrema direita. A manifestações, que começou às 10H30 locais, invadiu o centro da cidade durante quatro horas e dezenas de milhares de pessoas assistiram depois a um show de uma banda local.
Le PenMilhares de pessoas desfilaram ontem pelo centro de Paris em apoio ao candidato ultradireitista ao Palácio Eliseu, Jean-Marie Le Pen, enquanto pouco mais de um milhão de pessoas se manifestaram contra ele em dezenas de cidades francesas.
Seguido por bandeiras tricolores levadas por seus fiéis – 120.000 segundo o ultradireitista Frente Nacional, e 10.000, segundo a polícia –, Le Pen começou sua passeata no Museu do Louvre e, depois de fazer uma parada diante da estátua de Joana D´Arc para depositar flores, seguiu para a Praça da Ópera, onde fez um discurso durante aproximadamente uma hora.
Embora com um clima tenso, a marcha transcorreu em relativa calma, alterada apenas quando em duas varandas foram erguidos lençóis brancos com um simbólico ‘‘NÃO’’ escrito em preto, sob as vaias dos ultradireitistas.
Le Pen, que subiu no enorme palanque da Praça da Ópera acompanhado de sua mulher Jany, considerou a manifestação ‘‘histórica’’, repassou a história de Joana D’Arc e atacou Jacques Chirac, presidente e candidato à reeleição.
A apenas quatro dias da ‘‘batalha pela França’’, Le Pen disparou contra Chirac, a quem acusou de ter cometido ‘‘sete traições’’ contra a França, a mais ‘‘extraordinária’’ de todas se refere à Europa.

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