Atos contra Dilma reúnem pelo menos 39 mil pessoas no País
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domingo, 31 de julho de 2016
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Os londrinenses foram mais uma vez às ruas pedindo o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Integrantes dos movimentos Vem pra rua, Marcha Londrina, Por amor à Londrina, Nas Ruas, Praticando Civismo, Patriotas Londrina e Londrina Exemplar chamaram a população para apoiar o juiz Sérgio Moro e a Operação Lava Jato. Também foram pauta do protesto o apoio às 10 Medidas Contra a Corrupção, contra o Foro de São Paulo e contra a impunidade.
Comparada a outras edições, a manifestação de ontem reuniu poucas pessoas e os organizadores não souberam precisar um número. "Esperávamos entre 20 mil e 30 mil pessoas, mas talvez em razão da transferência da data de votação da primeira fase do processo de impeachment muitas pessoas não tenham vindo. Até cogitamos cancelar, mas resolvemos manter, até para servir como um esquenta para 21 de agosto, quando está marcada nova manifestação. O importante é Londrina não ficar de fora", disse João Victor Nery, do Movimento Marcha Londrina. Segundo informações da assessoria de imprensa do 5º Batalhão da Polícia Militar, a PM não fez contagem dos manifestantes em Londrina.
Auber Silva Pereira, do Movimento Popular Anticorrupção: Por Amor à Londrina, ressaltou a importância de as pessoas se lembrarem que ainda não acabou o processo de impeachment. "Há um falso sentimento de conforto. Queremos que a corrupção seja considerada crime hediondo e estamos cobrando um posicionamento de onde estão os recursos que foram desviados. Uma das nossas perguntas hoje é onde está o dinheiro?. Não podemos nos esquecer de que a corrupção mata, o político corrupto tem que ser preso", defendeu.
Claramente contra o ex-presidente Lula e a presidente afastada Dilma Rousseff, os manisfestantes não declararam ser a favor ou contra o presidente interino Michel Temer. "Somos contra a corrupção, independentemente de siglas. Precisamos acabar com essa Lei de Gerson que existe no Brasil. Também protestamos contra a morosidade do Legislativo", declarou o engenheiro civil Cláudio Espiga.
Reunidos na rotatória das avenidas JK e Higienópolis, os manifestantes caminharam até o Calçadão, onde o grupo se dispersou após breve concentração e a entoação do Hino Nacional. Durante o trajeto, que transcorreu sem incidentes, convidaram os moradores para irem para a rua. Nas sacadas, algumas pessoas sacudiram bandeiras do Brasil ou camisetas verde amarelas. Apenas em um apartamento os moradores estenderam bandeiras vermelhas, sob protestos dos manisfestantes.
Como de outras vezes, famílias inteiras participaram da caminhada, como o casal Cristiane e Pedro Luis Kurunczi, que levaram a filha Júlia Beatriz, de 10 anos. "Participamos de todos os protestos. Queremos ensiná-la que precisamos mudar o país. Hoje, quem trabalha direito não é valorizado", reclamou ele.
Segundo dados da PM, 39 mil pessoas estiveram nos protestos a favor da saída definitiva de Dilma e mil nas manifestações contra, em 25 cidades do País - exceto São Paulo e Rio de Janeiro. Essas capitais, que concentraram maior número de pessoas, não tiveram estimativa divulgada por órgãos oficiais. (Com Folhapress)


