Imagem ilustrativa da imagem Ato em Curitiba marca um ano da prisão de Lula
| Foto: Mariana Franco Ramos

Milhares de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniram nesse domingo (7), em Curitiba, para lembrar do dia em que, há um ano, o petista foi preso e levado à Superintendência da PF (Polícia Federal), no bairro Santa Cândida. As atividades começaram logo cedo, no Terminal do Boa Vista, de onde os participantes seguiram em caminhada de quase dois quilômetros até a sede da PF.

Já na vigília "Lula Livre", localizada em frente ao prédio do órgão, num terreno particular, houve um ato político, com a presença da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, de vereadores, sindicalistas, representantes de movimentos sociais e deputados.

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| Foto: Mariana Franco Ramos

O protesto foi liberado, ainda que com restrições, pela Justiça Estadual. A PM (Polícia Militar) montou pontos de bloqueios em ruas próximas. Em algumas delas, só era permitida a passagem de moradores. Conforme a PM, aproximadamente três mil pessoas participaram da mobilização. Os organizadores, porém, estimaram em mais de dez mil.

Desde sexta-feira (5), caravanas e ônibus chegavam de toda parte do Brasil. "Nesses 365 dias não faltou gente aqui, trazendo solidariedade ao nosso presidente", disse Gleisi, antes de ler uma mensagem de Lula aos presentes, na qual ele afirma ser um "preso político exilado em seu próprio país".

Os discursos eram intercalados com coros de "bom dia, presidente Lula" e apresentações artísticas e culturais. Um palco foi colocado entre a vigília e o prédio da PF.

Haddad lembrou que atos semelhantes contra o "arbítrio da prisão" ocorreram em diversos estados brasileiros e em cidades do exterior. "Vamos continuar lutando pelos direitos do povo e, como Lula é do povo, vamos lutar pelos seus direitos", discursou.

Não faltaram críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), considerado por ele o pior presidente da história depois da redemocratização. "Enquanto isso, aprisionaram, sem provas, quem nasceu para a coisa", lamentou o ex-prefeito.

O ex-presidente foi condenado em dois casos, ambos no âmbito da Operação Lava Jato – do triplex do Guarujá (SP) e do sítio em Atibaia (SP). As penas somam 25 anos.

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