Ato contra Sarney em Curitiba tem pouca adesão
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sábado, 04 de julho de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A ideia era levar para a rua a mobilização virtual pela cassação ou renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Integrantes da Juventude Popular Socialista (JPS), ligada ao PPS, prometiam ocupar o Calçadão da rua XV de novembro usando nariz de palhaço e um bigodão preto contra Sarney. No entanto, foram poucos os jovens e militantes que compareceram ao local ontem para participar.
''Pelo perfil do jovem hoje é difícil conseguir uma ação presencial como essa'', reclama o presidente da JPS Curitiba, Rafael de Tarso. ''No twitter (ferramenta de microblog) e nos blogs a movimentação é grande. Mas é difícil trazer isso para a rua'', diz.
O protesto é parte da mobilização nacional que pede a saída de Sarney por conta das denúncias de atos secretos, nepotismo e outras irregularidades no Senado. ''Como ele disse que não vai sair, temos é que ir para a rua exigir isso'', diz.
Apesar da pouca adesão, Tarso afirma que o ato não perdeu o propósito. ''Estamos aqui conversando com a população, trabalhando pela conscientização porque sem sempre as pessoas entendem porque a saída do Sarney é tão importante'', avalia.
O movimento promete para o próximo dia 17 de julho uma grande manifestação em Brasília. ''Esse ato de hoje também está acontecendo em Cuiabá, Rio de Janeiro e São Paulo e é uma preparação para esse grande movimento que faremos em Brasília'', explica Maiko Vieira, presidente nacional da JPS.
''Essa é a nossa forma de pedir o fim do atraso e do coronelismo que o Sarney representa'', aponta. O movimento, diz Vieira, quer a saída do senador da vida política, não só da presidência da Casa.


