Ato contra Bolsonaro leva manifestantes às ruas de Londrina e principais cidades do país


Simoni Saris - Grupo Folha
Simoni Saris - Grupo Folha

 

Protesto em Londrina começou no calçadão central
Protesto em Londrina começou no calçadão central | Isaac Fontana/FramePhotos/Folhapress
 


O primeiro protesto contra o presidente Jair Bolsonaro após o super pedido de impeachment protocolado na Câmara Federal reuniu cerca de mil pessoas, neste sábado (3), em Londrina, no ato unificado chamado de #3JForaBolsonaro.


A concentração começou às 16 horas, no calçadão, em frente ao Teatro Ouro Verde, e no início da noite ganhou as ruas da região central da cidade, encerrando a mobilização no Zerão. Manifestantes carregavam faixas lembrando os mais de 512 mil mortos pela Covid-19 e reivindicavam por mais vacinas e pelo auxílio emergencial de R$ 600.


 

Ato contra Bolsonaro leva manifestantes às ruas de Londrina e principais cidades do país
Isaac Fontana/FramePhotos/Folhapress
 


As recentes denúncias de corrupção no Ministério da Saúde envolvendo a compra de imunizantes contra a Covid-19 também foram lembradas durante todo o protesto. Denúncias essas que anteciparam a data do movimento, inicialmente marcado para o dia 24 de julho.


A mobilização nacional, organizada por sindicatos, coletivos e partidos políticos de esquerda, de centro e até de direita, começou em maio e, desde então, um ato por mês vem acontecendo em várias cidades do país e do exterior.


 

Organizadores pediram que manifestantes usassem máscaras
Organizadores pediram que manifestantes usassem máscaras | Isaac Fontana/FramePhotos/Folhapress
 


Em Londrina, os organizadores do movimento destacaram a importância de a população ir às ruas, especialmente após as denúncias de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin. "São denúncias muito graves que mostram que a gente está correto no que está falando e a gente não queria estar correto porque é pior do que a gente pensava. Desde a redemocratização, nenhum governo agiu de uma forma tão cruel quanto esse governo, que está ganhando na estupidez, na ineficiência e na crueldade", disse um dos organizadores que pediu para não ter o nome identificado em razão de represálias que o movimento vem sofrendo


."Nunca participei de manifestação alguma em outros governos. Mas este governo extrapolou os limites. É inaceitável que continue assim. Não podemos deixar que o fascismo ganhe mais espaço do que já ganhou", declarou a professora aposentada Márcia Bastos. Ela contou que se sentiu segura para ir à movimentação deste sábado por já ter recebido a primeira dose da vacina.


Apesar das constantes recomendações dos organizadores para que os manifestantes seguissem os protocolos de segurança, nem sempre as regras de distanciamento foram respeitadas e em alguns pontos houve aglomeração. Mas todos usavam máscaras e a organização também distribuiu máscaras PFF2 aos participantes do movimento.


Temos muito medo do vírus, mas temos muito medo do que está acontecendo com a saúde, com a vida dos brasileiros.  Estamos aqui para lutar por nós e por aqueles que não podem estar. Acredito que isso pode mudar", afirmou a professora Natália Santos.


PAÍS


Manifestantes foram às ruas neste sábado (3) em ao menos 23 capitais pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Os atos foram preparados às pressas, depois que as organizações que puxam a iniciativa decidiram antecipar a mobilização. Até então, o ato seguinte seria em 24 de julho, mais de um mês depois do protesto de 19 de junho. A manifestação do dia 24, no entanto, está mantida.


Por volta das 17h, estavam em andamento ou já haviam terminado manifestações em Brasília, Belém, Porto Velho, Boa Vista, Recife, Maceió, São Luís, Salvador, Fortaleza, Natal, Aracaju, Teresina, João Pessoa, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Goiânia, Cuiabá e Campo Grande.


Cidades do interior de São Paulo, do Paraná e do Ceará também registraram atos. Em São Paulo, os manifestantes ocuparam nove quarteirões da avenida Paulista quando começaram a se movimentar em direção ao centro da capital, onde o ato deve se encerrar.


Em Brasília, participantes do ato pediam que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), abra um dos processos de impeachment protocolados na Casa. "Lira, tira a bunda de cima do impeachment", gritavam os manifestantes.


Havia cartazes classificando o governo como corrupto, pedindo a ampliação da vacinação contra Covid-19 e lembrando familiares ou amigos que morreram por complicações decorrentes da doença.


O suposto pedido de propina de US$ 1 por dose de vacina em troca de fechar contrato com o governo Bolsonaro, revelado pelo jornal Folha de S.Paulo, foi lembrado por manifestantes em todo o país em cartazes, camisetas e imagens. No ato em São Paulo, foram espalhadas réplicas de cédulas de US$ 1 manchadas de vermelho. No Rio de Janeiro, o protesto durou aproximadamente três horas. (Com Folhapress)

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