Atlântico e Gálatas pagam salários
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
Vinícius Zanin <br>Reportagem Local 
Os funcionários dos institutos Atlântico e Gálatas - que prestaram serviços para a área de Saúde do município até o dia 8 - receberam ontem os salários do mês de maio. Já as verbas rescisórias sé devem ser quitadas no dia 5. Os valores estavam bloqueados por uma intervenção judicial decretada no final do mês passado, após a deflagração da operação Antissepsia, pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Conforme as investigações, as organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) estavam envolvidas em um esquema de pagamento de propina para agentes públicos, e também de emissão de notas fiscais falsas para justificar os repasses. Na semana passada um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) colocou fim ao processo de intervenção ajuizado pela administração municipal.
O avogado do Instituto Atlântico, Frederico Reis, afirmou que todos os funcionários receberam os salários. ''Isso prova que aquele medo infundado da administração não existia de fato.'' Reis adiantou que na próxima semana deve ser ajuizada uma ação contra o município. Esta medida seria tomada para cobrar da Prefeitura valores que o instituto alega ter deixado de receber. ''Não podemos precisar ainda o valor exato. Mas que há pendências isso eu posso garantir. Por exemplo, na maioria das parcelas haviam descontos incabíveis que eles efetuavam. Estamos fazendo os levantamentos e os cálculos, e já na segunda devemos ter um valor.''
Já o advogado do Instituto Gálatas, André Cunha disse que os pagamentos dos salários estavam programados para cair na conta dos trabalhadores no final da tarde de ontem. ''Já as verbas rescisórias vamos ter que esperar. Pelo instituto nós efetuariamos esses pagamentos na segunda, mas ainda existem situações que a Prefeitura ficou de analisar'', afirmou.
A delegada regional do sidicato dos agentes da Saúde (Sindacs) do Paraná, Márcia Kitano, disse que os trabalhdores tiveram paciência em esperar pelos pagamentos. ''Acho que foi uma medida muito tardia. Mas, pelo menos, agora conseguimos enxergar uma luz no fim do túnel'', comenta.
O diretor-exucutivo da Secretaria Municipal de Saúde, Marcio Nishida, disse que a decisão, que permitiu o desbloqueio, foi no sentido de beneficiar os funcionários, mas que as Oscips ainda não cumpriram com os compromissos estabelecidos no TAC. ''Não existe ainda um posicionamento da prefeitura com relação aos valores que devem ser liberados. Os intitutos enviaram parcialmente a documentação e não foi possível concluir os cálculos'', informou.


