Jerusalém – Cinco israelenses, entre eles três crianças, morreram esta quinta-feira à noite durante um ataque palestino à colônia de Itamar (Cisjordânia), segundo novo balanço do porta-voz do exército israelense. ‘‘Três crianças, a mãe e um vizinho armado que correu para socorrer-lhes na casa onde o terrorista tinha entrado foram mortos’’, disse o assessor.
‘‘O terrorista que abriu fogo contra civis israelenses foi abatido pelos guardas de fronteira que invadiram a casa’’, acrescentou, informando que o setor estava sendo rastreado à procura de outros terroristas, possíveis cúmplices do ataque. Ainda segundo o porta-voz, dois guardas de fronteira ficaram levemente feridos. O exército anunciou que apenas um palestino se infiltrou em Itamar, enquanto a televisão pública informava que foram dois.
Um interlocutor anônimo que disse falar em nome do braço armado da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) reivindicou o ataque mortal numa colônia israelense na Cisjordânia, num telefonema a um correspondente da AFP em Ramallah. ‘‘As Brigadas de Abú Alí Mustafá reivindicam o ataque na colônia de Itamar’’, destacou o interlocutor. Abú Alí Mustafá, chefe da FPLP, foi assassinado em agosto passado pelo exército israelense quando estava em seu escritório de Ramallah.
Uma palestina grávida morreu esta quinta-feira durante o tiroteio entre soldados israelenses e palestinos armados na cidade autônoma de Qalqilya, norte da Cisjordânia, segundo fontes médicas palestinas.
Reforço ᖠO exército israelense começou ontem a convocar uma parte de seus reservistas segundo os procedimentos de emergência, informou a rádio estatal israelense. Outros reservistas devem dirigir-se posteriormente a suas unidades e as ordens clássicas de recrutamento já foram emitidas, acrescentou.
Esta medida é adotada nos momentos em que as tropas israelenses estão operando em grande escala na Cisjordânia, onde se preparam para reocupar por tempo indeterminado várias cidades palestinas autônomas, segundo a rádio. As forças israelenses se encontravam ontem em estado de alerta máximo, consequência de informações sobre novos atentados suicidas planejados pelos palestinos.
Família – Entre as vítimas do atentado de anteontem em um ponto de ônibus em Jerusalém Oriental, havia quatro pessoas de uma mesma família, a do médico colombiano Yitzhak Eizenman. Duas delas morreram: a sogra, Noa Alon, e Gal, a filha de cinco anos. A mulher, Pnina, e o filho ficaram feridos. Eizeman recebeu a notícia das mortes ao ir para o hospital para onde tinham sido levadas as vítimas. O médico colombiano trabalhou por alguns anos no hospital.
Brasília – O governo brasileiro divulgou nota ontem na qual afirma estar ‘‘profundamente consternado’’ com a escalada da violência em território israelense durante as últimas 48 horas. Segundo o documento, assinado pelo Itamaraty, o Brasil ‘‘deplora e condena as bárbaras ações terroristas’’. ‘‘Neste momento de dor e perplexidade, o governo brasileiro deseja expressar seu pesar às famílias das vítimas e ao governo israelense’’, acrescentou a nota.

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