Atirador palestino mata 5 israelenses
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quinta-feira, 20 de junho de 2002
France Presse 
Jerusalém Cinco israelenses, entre eles três crianças, morreram esta quinta-feira à noite durante um ataque palestino à colônia de Itamar (Cisjordânia), segundo novo balanço do porta-voz do exército israelense. Três crianças, a mãe e um vizinho armado que correu para socorrer-lhes na casa onde o terrorista tinha entrado foram mortos, disse o assessor.
O terrorista que abriu fogo contra civis israelenses foi abatido pelos guardas de fronteira que invadiram a casa, acrescentou, informando que o setor estava sendo rastreado à procura de outros terroristas, possíveis cúmplices do ataque. Ainda segundo o porta-voz, dois guardas de fronteira ficaram levemente feridos. O exército anunciou que apenas um palestino se infiltrou em Itamar, enquanto a televisão pública informava que foram dois.
Um interlocutor anônimo que disse falar em nome do braço armado da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) reivindicou o ataque mortal numa colônia israelense na Cisjordânia, num telefonema a um correspondente da AFP em Ramallah. As Brigadas de Abú Alí Mustafá reivindicam o ataque na colônia de Itamar, destacou o interlocutor. Abú Alí Mustafá, chefe da FPLP, foi assassinado em agosto passado pelo exército israelense quando estava em seu escritório de Ramallah.
Uma palestina grávida morreu esta quinta-feira durante o tiroteio entre soldados israelenses e palestinos armados na cidade autônoma de Qalqilya, norte da Cisjordânia, segundo fontes médicas palestinas.
Reforço á O exército israelense começou ontem a convocar uma parte de seus reservistas segundo os procedimentos de emergência, informou a rádio estatal israelense. Outros reservistas devem dirigir-se posteriormente a suas unidades e as ordens clássicas de recrutamento já foram emitidas, acrescentou.
Esta medida é adotada nos momentos em que as tropas israelenses estão operando em grande escala na Cisjordânia, onde se preparam para reocupar por tempo indeterminado várias cidades palestinas autônomas, segundo a rádio. As forças israelenses se encontravam ontem em estado de alerta máximo, consequência de informações sobre novos atentados suicidas planejados pelos palestinos.
Família Entre as vítimas do atentado de anteontem em um ponto de ônibus em Jerusalém Oriental, havia quatro pessoas de uma mesma família, a do médico colombiano Yitzhak Eizenman. Duas delas morreram: a sogra, Noa Alon, e Gal, a filha de cinco anos. A mulher, Pnina, e o filho ficaram feridos. Eizeman recebeu a notícia das mortes ao ir para o hospital para onde tinham sido levadas as vítimas. O médico colombiano trabalhou por alguns anos no hospital.
Brasília O governo brasileiro divulgou nota ontem na qual afirma estar profundamente consternado com a escalada da violência em território israelense durante as últimas 48 horas. Segundo o documento, assinado pelo Itamaraty, o Brasil deplora e condena as bárbaras ações terroristas. Neste momento de dor e perplexidade, o governo brasileiro deseja expressar seu pesar às famílias das vítimas e ao governo israelense, acrescentou a nota.


