Foz do Iguaçu - O atentado contra o presidente da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, Adilson Rabelo (PSB), completa nesta sexta-feira dois meses sem a prisão de seus autores ou pistas concretas do motivo do crime. O vereador recebeu dois tiros na cabeça, disparados pelo passageiro de uma moto no dia 24 de fevereiro, no centro da cidade. A vítima permanece hospitalizada em recuperação.
O delegado-adjunto da 6 Subdivisão Policial (SDP), Walter de Oliveira, responsável pelo caso, diz existirem vários indícios, porém nada substancial que possa indicar se a tentativa de homicídio tem natureza política, passional, vingança, acertos de contas ou envolvimento com atos ilícitos, tampouco é possível citar nomes de suspeitos. Duas pessoas chegaram a ser presas, porém foram soltas por faltas de provas.
''O inquérito já tem três volumes e estamos solicitando mais prazo para promotoria. O vereador está bem lúcido, mas ainda sem condições de prestar depoimento. As informações dele são essenciais para nós. Estamos aguardando alguns resultados de exames e degravações de escutas telefônicas. A partir daí vamos cruzar dados. Tudo isso depende de autorização judicial'', justificou o delegado.
Internado no Hospital Costa Cavalcanti, Rabelo permanece acordado algumas horas ao dia e realiza tratamento fisioterápico. Ele consegue fazer movimentos suaves e espontâneos. Sua equipe médica, entretanto, evitar precisar um diagnóstico neurológico. A família do vereador quer removê-lo para um hospital especializado, entre eles o Sara Kubitscheck, em Brasília.
O cargo de presidente da Câmara Municipal foi ocupado pelo primeiro vice-presidente, vereador Ney Patrício (sem partido), enquanto a cadeira de vereador foi ocupada pelo suplente Celso Rios (PPB).

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